Um gerenciador de hotéis
Um sistema para múltiplos usuários... O StayHub supre a necessidade de todos os setores de um hotel: Do pontos de venda à gestão de reserva, financeira ou de marketing.
Iniciada como uma start-up, a iniciativa se manteve em fase de validação por alguns meses, em parte devido a alta competitividade do mercado...
Com prospecção de futuro brilhante, o StayHub conta com uma estrutura sólida, extremamente lapidada.
SUMÁRIO

O PROJETO
Um produto em renovação
Parte de uma equipe composta por dois desenvolvedores e um designer, minha atuação no StayHub se iniciou na análise do gerenciador de hotéis desktop legado. A estratégia da companhia era migrar seus clientes para uma nova solução cloud, baseada no seu sistema antigo. Portanto, minhas atribuições iniciais eram os ajustes de usabilidade, levantamentos de experiência e design da interface.
Por outro lado, pela escassez de funcionalidades ofertadas, também houve a necessidade de propor novas melhorias ao sistema, através de métodos consolidados de descoberta e empatização.
Descoberta & Empatização
Iniciar um projeto de UX, independente de qualquer etapa, parte de uma análise funcional e descoberta de usuário. Por se tratar de um MVP, a preocupação principal era entregar uma estrutura sólida. Devido ao caso, o foco desse levantamento inicial foram as questões essenciais ao produto.
Com ênfase no usuário e no produto, algumas discussões foram feitas em conjunto do responsável pelo projeto. Entre as questões levantadas, cito: a prospecção a médio prazo do produto, features e melhorias de serviço planejadas, além de um breve panorama dos usuários.
Levantados por entrevistas e relatórios do suporte técnico, os anseios e necessidades do usuário foram consideradas desde o início do projeto de UX.
Como abordagem inicial, foi aplicado um método qualitativo para a criação das personas do projeto, baseado no conteúdo enviado pelo suporte e a gestão. Para garantir uma maior confiabilidade dos dados levantados, além dessas entrevistas, formulários e pesquisas quantitativas foram previstas de serem realizadas em outra etapa do projeto.
Ver exemplar de personaEntre as personas levantadas, jovens adultos e pessoas de terceira idade estão presentes. No apoio aos designers, instituições como o Nielsen Norman Group, disponibilizam relatórios de padrões comportamentais para esse tipo usuário. Ao abordar questões norteadoras, como os desafios cognitivos e de navegação, esses relatórios foram materiais valorosos para a concepção de Design do StayHub.
Ver relatório para usuários jovens-adultos.Ver relatório para usuário da terceira idade.A revisão de Design é um ótimo método para uma primeira análise de usabilidade. Lado a lado com os levantamentos prévios dos stakeholders, foi aplicada a Análise Heurística em escopo de arquitetura da informação. Assim, mesmo sem o contato com o usuário ainda, pôde-se estimar que 55% dos erros de usabilidade foram levantados nessa primeira etapa de validação.
Mapeamento inicial:
“Preparando o terreno para o lançamento”
Funcionalidades estavam prontas
Apresentavam erros funcionais
Necessitavam de melhorias
Ajustes de usabilidade eram necessários
PROTOTIPAÇÃO
Apenas após as descobertas e deduções iniciais, é possível partir para a prototipação com convicção... No embasamento dessa etapa, foi levantada uma série de inspirações estéticas e bibliotecas de componentes de UI. Logo após, a concepção de design pôde seguir o seguinte processo:
1 - Wireframing
Apresentação rápida do projeto aos stakeholders
2 - Prototipação
Especificações de design ao desenvolvimento
2 - Prototipação
Especificações de design ao desenvolvimento
Sem fricções, sem inconsistências
UI DESIGN

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MÉTODOS DE VALIDAÇÃO
Gerenciar tarifas ou integrar recebimentos são tarefas complexas. Testar esse tipo de atividade com um usuário inexperiente, em softwares hoteleiros, é um fator de inconfiabilidade na pesquisa. Portanto, a curva de aprendizado foi uma das prioridades entre as condições planejadas na análise de UX. Com base nisso, a proposta de pesquisa foi aplicar uma ferramenta de captura de comportamento de usuário, evitando o contato e quebra de imersão ao teste.
Teste de usabilidade não-moderado
Ferramenta de insights de usuário... com o Microsoft Clarity, uma alternativa ao Hotjar, pude obter dados ricos sobre as implementações feitas.
ESTUDOS DE VALIDAÇÃO
A evolução de um produto depende da capacidade de compreender o uso real ao longo do tempo, não apenas em pontos isolados do processo. Por isso, direcionei uma fase específica do projeto para observar hábitos e contextos de uso no cotidiano dos usuários. Entre os métodos aplicados, destaca-se o estudo de diário, que possibilitou registrar percepções e frustrações diárias, fornecendo uma visão longitudinal essencial para o futuro aprimoramento e maturação de produto.
Métricas de Desempenho
O tempo de reposta do sistema é responsável por impactar significativamente o humor e experiência do usuário. Em um dos nossos estudos, como exemplo prático, observou-se que 18% dos usuários saiam do sistema ou mudavam seu foco ao se deparar com atrasos acima de 8 segundos. Devido a isso, parte do meu esforço foi levantar os cenários que esse tipo de atraso ocorria.
No início dos estudos:
Após 3 meses:
Um produto de excelência necessita de um serviço rápido.
Análise de erros
Evitar que um erro aconteça é sempre mais eficaz do que direcionar o usuário em caso de problemas... Com o uso do Microsoft Clarity, parte do meu apoio de UX ao desenvolvimento foi acompanhar a progressão de erros ao longo do ciclo de vida do projeto.
Enquanto as gravações permitem observar o comportamento do usuário ao se deparar com um erro, os relatórios do MS Clarity permitem uma bateria extra de testes.
Dizem que 80% dos resultados vêm de 20% das features
Mais sobre o princípio de ParretoMétodo de coleta
80 gravações de usuários analisadas, ao longo de 3 meses, através do Microsoft Clarity.
Análise de sitemap e persona.
Insights sobre o uso e jornada de usuário
As atividades relacionadas à hospedagem e reservas representam 88% do uso diário dos usuários.
Os usuários costumam, em 90% das vezes, usar 1/6 dos relatórios disponíveis pelo sistema.
As funcionalidades de Hotel Business Intelligence, como os dashboards, são raramente usadas.
Os usuários, normalmente, ficam mais ativos em horários de troca de turno.
É de costume geral não manter pendências nas tarefas de trabalho. Eventualmente, por exemplo, ao alocar todos os quartos reservados, o usuário irá apenas observar se notificações ou alertas foram gerados.




























